E se você fosse o outro?

empatia emocional

Segundo o dicionário Aulete Digital empatia é “nas inter-relações pessoais e sociais, capacidade de alguém de se ver como os outros o veem, de ver outrem como os outros o veem e também como ele mesmo se vê”, ou seja, a capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.

É o colocar-se no lugar do outro.

Penso também que a função primordial para estarmos neste planeta é justamente para aprendermos a conviver uns com os outros, afinal não é possível amar a nós mesmos ou a Deus sem amar o próximo. Continuar lendo

Busca da infelicidade

Couple ignoring each other

É quase inacreditável, mas existe: gente que faz um esforço para ser infeliz!

Venho observando alguns comportamentos e é muito curioso isso. Apesar de se aplicar em qualquer relacionamento humano, gostaria de focar no relacionamento conjugal. Mas, basta trocar os personagens que se adapta em qualquer situação.

Acho natural que em qualquer relacionamento entre pessoas haja tem desentendimentos, conflitos de opinião, de interesses, de valores, assim como é natural que depois de um certo tempo as coisas se acertem e este o casal fique bem – e quando menciono casal inclui o casamento, namoro, etc.

Mas é justamente neste ponto que a coisa complica, pois existem pessoas que não conseguem conviver em paz, sem conflitos. Parece que existe um vício de reclamar, de brigar, de não compreender, de não tolerar nenhum deslize.

E se não acontece nada de errado, a pessoa começa a criar. A imaginar dificuldades, a pensar coisas fora da realidade ou a enxerga-la de forma totalmente distorcida.

Basta o parceiro ou a parceira terem uma opinião que a do outro é sempre divergente. Se um fala alguma coisa coerente, o outro diz “mas briga_casalnão é bem assim”, somente pelo prazer de divergir, contrariar e irritar.

Sim, eu sei que isso é mais comum do que parece.

Mas o que me intriga é o motivo pelo qual isso ocorre.

É como se a pessoa fizesse um esforço para não ser feliz. Como se buscasse sempre algum fator para desestabilizar, para ser infeliz.

Isso sim parece um problema psicológico grave e que deve ser investigado. Penso que a explicação para isso seja de culpa ou remorso, repetição de situações familiares, e até mesmo em razão de reflexos de uma cultura medieval que pregava que felicidade não é possível, ou que somente é possível de forma condicionada (a algo ou alguém).

Ora, que mal há em ser feliz sem motivo?

Ou melhor, precisa de motivo para sermos felizes?

Tenho presenciado muitos conflitos entre casais e vejo claramente que isso demanda um grande esforço e dispêndio de energia, ou seja, uma busca para serem infelizes, com tremendo trabalho para isso, como se a vida já não fosse complicada o suficiente.

E olha que tem muita gente conseguindo alcançar este objetivo, de ser infeliz e tornar a vida do outro um pouco mais difícil.

Versão beta permanente

Há um conceito interessante em empresas de tecnologia, que é a ideia da versão beta permanente.

A versão beta é aquela em testes para ser aprimorada; certamente vai existir uma versão posterior melhorada e ampliada.

E versão beta permanente é aquela que será constantemente aperfeiçoada. Há sempre uma equipe trabalhando pela evolução permanente da última versão.

Pois é. Acho que também somos assim.

Hoje segunda-feira sou uma versão melhorada de ontem. E amanhã tenho que ser melhor que hoje, e assim sucessivamente.

Esta a função destas nossas curtas existências terrenas: melhoria contínua.

É um conceito que se aplica em qualquer aspecto na vida.

“Somos seres em construção”

Profissionalmente, não há uma zona de conforto que você pode estagnar. É necessário sempre estudar e atualizar.

Toda empresa tem que melhorar o seu produto, tem que melhorar o atendimento e descobrir o que pode fazer para superar o concorrente e surpreender o seu cliente.

Ouvi ou li há algum tempo que a idade da pedra acabou não foi porque acabou a pedra…

Se você se acomodar alguém vai pegar o seu produto ou serviço e vai torná-lo melhor e mais prático.

Nos nossos projetos de desenvolvimento pessoal também é assim. Nos estudos, casamento, namoro, relacionamentos como um todo.

Casais reclamam da rotina, mas na verdade a queixa deve ser contra a acomodação, pois a rotina é algo bom e seguro.

A acomodação e conformismo não.

Tenho visto relacionamentos de sucesso e fracassados.

Os primeiros são de pessoas que surpreendem. Os que fracassam é porque deixaram de se reinventar.

Acomodar com a “versão atual” e pensar-se perfeito é um erro porque em breve estará ultrapassado.

Conformar-se com os seus limites, é acomodar com a forma que sua mente estabeleceu para determinada situação.

Somos seres em construção.

Aliás, aqui existe um aparente paradoxo: se você está em uma posição satisfatória, com rendimento pessoal, profissional, amoroso (ou o que queira) adequado, é preciso mudar para se manter no topo.

Ou seja: para ficar igual, mude.

É preciso se reinventar, surpreender, e fugir do fantasma da acomodação.