Eleições na OAB

Está em alta discussão entre os advogados a próxima eleição para dirigentes da OAB, que ocorrerá em 24/11/2012.

Aqui em Passos (subseção) são duas chapas, mesmo número da Seccional (estadual).

Já externei minha opinião de que a maioria dos advogados não tem noção exata do que seja a advocacia (leia aqui).

Embora tenha me mantido fora das discussões e das chapas, tenho acompanhado o processo e acho que o momento é oportuno para algumas mobilizações.

Esta movimentação que se vê atualmente (banners, propaganda no jornal, contato incessante na internet, etc.), não é usual e é naturalmente provocada pela disputa eleitoral.

Porém, ganhar a eleição não é o mais importante. Aliás, isso é muito fácil, e se for este o móvel de qualquer dos candidatos, nós, os advogados, não sairemos do lugar.

Tem muita coisa a ser feita, mas não vamos nos iludir que todos os problemas vão ser resolvidos e que vamos voar em céu de brigadeiro.

Não me iludo com promessas de campanha, e ainda mais promessas mirabolantes, de que em um curto espaço de tempo vão mudar as coisas.

É como se acreditasse que no dia seguinte que A ou B estivesse no comando a “coisa agora vai!”.

Acredito sim em vontade política, espírito de doação, vocação para o serviço, e, sobretudo, coragem para colocar as coisas nos devidos lugares.

Não conheço um advogado que esteja satisfeito com a forma de exercício da profissão e demais questões correlatas (condições de atuação nos fóruns, remuneração, férias, etc.).

Portanto, o que falta para nos unirmos?

A classe é desunida e isso decorre um pouco da natureza combativa da profissão, e muito mais pela realidade do mercado e da concorrência.

Penso que o mais importante é que a chapa vencedora consiga ao menos reunir os advogados para um debate, para uma conversa, que se ouça as reclamações, os anseios, e assim, de forma planejada, ordenada e corporativa se busque a solução destas demandas.

Ganha o advogado. Ganha a sociedade.

Eustáquio Grilo

Das maiores alegrias que podemos desfrutar nesta vida é a convivência com amigos.

Tenho um grande amigo, Messias Grilo, meu sócio e parceiro nas agruras, alegrias, labutas e lutas da advocacia.

Grilo vem de uma numerosa família que tenho a grata alegria de conhecer, conviver e ser amigo também de vários outros Grilos.

Neste fim de semana (15 e 16/09/2012) a TV Câmara exibiu no programa Talentos um pouco do talento de um deles, Eustáquio Grilo.

Dos melhores violonistas brasileiros, Eustáquio é natural de Passos, e reside atualmente em Brasília, onde leciona violão na UnB (Universidade de Brasília).

Eustáquio juntamente com outro irmão seu, o historiador e professor Antonio Theodoro Grilo, vem fazendo um interessante trabalho de pesquisa e resgate da memória musical da nossa cidade e região, através de compositores como José Negrinho, Benevenuto Vasconcellos, Cincinato Chagas, Gabriel de Assis, Tonico Silveira, dentre outros.

Pena que nós passenses conheçamos tão pouco da arte deste ilustre conterrâneo.

Abaixo os links para os vídeos dos três blocos do programa. Acompanhado do também violonista e aluno Lucas Araujo no violão de sete cordas, Eustáquio apresenta arranjos originais para obras dos compositores mencionados acima, e também para autores consagrados como Dilermando Reis e Domenico Scarlatti.

Conheça mais sobre Eustáquio Grilo aqui e aqui. E sobre o programa Talentos aqui.

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Programa Talentos

Há tempos o violonista, professor, arranjador e compositor Eustáquio Grilo pesquisa a música quase desconhecida de autores do interior do Brasil. O fruto desse trabalho pode ser visto e ouvido neste programa em que o músico convida seu discípulo Lucas Araújo (violão sete cordas) para participação especial.
São canções de compositores como Cincinato Chagas, Gabriel de Assis e Benevenuto Vasconcellos.
Eustáquio Grilo é violonista, professor, arranjador e compositor. Nasceu em Passos (MG), onde iniciou o estudo do violão em 1960. Filho, irmão, sobrinho e neto de músicos, recebeu do meio familiar motivação, instruções, estímulo e crítica. Sem abandonar o repertório popular, logo se dedicou também ao estudo do violão clássico.
Criou os Cursos de Bacharelado em Violão da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade de Brasília. Atuou como instrumentista em concertos solo e em grupamentos camerísticos como o Quarteto Artesanal e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional.

Lucas Araújo é gaúcho de Montenegro, graduado em Violão pela UnB. Entre outros prêmios, conquistou em 2010 o Primeiro Prêmio do Concurso “Lucas Braulio Areco” em Posadas, na Argentina.