Ah, os pais…

sofrimento

Nossos filhos não são nossos filhos, são filhos da ânsia da própria vida, escreveu Khalil Gibran.

Sim, entendo isso. Mas ser pai é mais que realizar a ânsia da vida, é crescer e aproximar-se de Deus.

Somos criados à imagem e semelhança de Deus por que somos cocriadores.

Vivemos em mundo de transição e no qual infelizmente o mal ainda predomina. Talvez por isso ainda seja comum vermos pais abandonando filhos.

Triste mas ainda é assim.

Mas há grandes e louváveis exceções. Pais que se dedicam e renunciam em favor do crescimento dos filhos. Continuar lendo

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Pai de assaltante procura vítimas para devolver dinheiro

É por estas e por muitas, muitas outras que não perco a fé na minha raça.

Os seres humanos têm a capacidade de surpreender.

Basta querer.

Um momento de dor e de humilhação em uma vida de muito trabalho, de pobreza material e de enfrentamento de problemas, mas que não são capazes de retirar a dignidade e o senso de justiça de um pai.

Pai de assaltante procura vítimas para devolver dinheiro

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA AE – Agência Estado

O auxiliar de pedreiro Dorivaldo Porfírio de Lima não tem carteira assinada e recebe pouco mais de um salário mínimo por mês. Mesmo assim, procurou as vítimas dos assaltos praticados pelo filho para os ressarcir dos prejuízos. Assinou notas promissórias e vai pagar em 10 parcelas parte dos R$ 1,5 mil roubados pelo filho de um posto de combustíveis e de uma farmácia da cidade de Jales, no interior de São Paulo. A história sensibilizou os moradores da cidade, que estão ajudando o auxiliar a pagar os prejuízos. Continuar lendo

Para dançar com seu pai com câncer terminal, filha cria casamento de mentira

Vou reproduzir um excelente e emocionante post do recomendado blog Hypeness.

Não muito o que comentar. Apenas assistir, se emocionar e sensibilizar.

O vídeo está em inglês, e se você como eu não fala o idioma, não se preocupe: a linguagem do amor é universal.

E a das lágrimas também…

 

O casamento é um dos momentos mais marcantes da vida de muitas pessoas. E se a chegada ao altar arranca tantos sorrisos quanto lágrimas, também o momento da dança se torna especial – o noivo chama a mãe e a noiva chama o pai.

Rachel Wolf há muito desejava convidar o pai pra dançar no casamento. Acontece que ela não tem nem namorado e ao pai restam poucos meses de vida, devido a um câncer terminal. Então ela decidiu criar um casamento onde, mesmo sem noivo, pudesse cumprir o sonho. Continuar lendo

TJMG: Pai indenizará filha

Li hoje no site do TJMG um interessante caso aqui da minha região.

A essência da ofensa que acarretou o dano moral foi a desconsideração pública.

É um problema sofrer humilhação de quem deveria cuidar…

Reproduzo a notícia e é possível acessar o inteiro teor do acórdão no final.

 

Pai deverá indenizar filha por não citar o nome dela em biografia

A indenização por danos morais, arbitrada em R$ 15 mil pela Primeira Instância, foi mantida pela 11ª Câmara Cível do TJMG

Um pai foi condenado a pagar à filha indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil, por não ter incluído o nome da menina em um informativo que continha a biografia dele. A decisão, da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), confirmou sentença proferida pelo juiz José Fernando Ribeiro de Carvalho Pinto, da comarca de Carmo do Rio Claro (Sul de Minas).

J.A.A., prefeito de Conceição da Aparecida, fez circular pelo município um informativo da prefeitura que continha uma biografia dele. Ali, ele se referiu aos seus dois filhos, tidos na vigência do casamento, deixando de citar M.S.S.A., fruto de uma relação extraconjugal. Afirmando que o fato lhes gerou humilhação e desgosto, a menor e sua mãe, T.P.S., decidiram entrar na Justiça pedindo a J. indenização por danos morais.

À Justiça, mãe e filha disseram que a criança, então com 8 anos, passou a ser alvo de constantes piadas de seus colegas, que a provocavam dizendo, entre outras ofensas, que ela era mentirosa, porque o prefeito não seria seu pai. Em função dos fatos, a menina deixou de frequentar a escola por alguns meses.

Em Primeira Instância, J. foi condenado a pagar à filha danos morais no valor de R$ 15 mil – o pedido da mãe foi julgado improcedente. Inconformado, o pai decidiu recorrer. Alegou que não houve danos morais à menina, uma vez que ele a reconheceu como filha, registrou-a, deu-lhe seu nome de família e paga pensão alimentícia à menor, não havendo, sustentou, como ser alegado que ele tenha ocultado a existência dela.

Em sua defesa, o pai disse também que, depois de reconhecer a paternidade da menina, foram poucas as oportunidades em que se encontraram, pois residiam em cidades diferentes, mas que sempre fez questão de demonstrar afeto e carinho pela filha, quando os encontros ocorriam. Alegou, ainda, que o fato de não ter mencionado a menor no informativo não era suficiente para comprovar que a excluía de sua vida ou que a tratava com repulsa.

O pai afirmou não haver provas nos autos de que a filha vinha sofrendo com a publicação do informativo. Por fim, sustentou que, ainda que fosse caracterizado abandono afetivo, o entendimento da jurisprudência é de que não existe direito a indenização por danos morais nessas situações.

Desconsideração pública

Ao analisar os autos, o desembargador relator, Wanderley Paiva, observou que a ausência da citação do nome da menina no informativo, ao qual tiveram acesso todos os moradores da cidade onde o réu é prefeito, “importa em demonstração de desconsideração pública da pessoa da autora”. O relator ressaltou que “os filhos havidos na constância do casamento foram citados como motivo de satisfação para o réu, sendo que a autora nem ao menos foi mencionada”.

Em seu voto, o relator afirmou que “a falta da relação paterno-filial, agravada pela omissão pública da existência da autora, sem dúvidas acarreta a violação de direitos próprios da personalidade humana, maculando o princípio da dignidade da pessoa humana, que é um dos fundamentos da Carta da República, e ainda, diretamente, o art. 22 da Constituição Federal, que estabelece os direitos da criança e os deveres da família”.

Assim, o relator julgou que houve dano moral à menor e, por isso, cabia ao pai o dever de indenizá-la. Julgando adequado o valor arbitrado em Primeira Instância, ele decidiu manter a sentença.

Os desembargadores Rogério Coutinho e Alexandre Santiago votaram de acordo com o relator.

Acompanhe a movimentação processual aqui.

Acesse aqui o acórdão.
Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom
TJMG – Unidade Raja Gabaglia
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ascom.raja@tjmg.jus.br

Processo nº 1.0144.11.001951-6/001