Retrato da intolerância

XENOFOBIA 1

Terminada a eleição recomeçou a grita dos que não viram a sua candidatura eleita e mais uma vez vimos o quanto o conceito e exercício da democracia e da própria cidadania são frágeis por aqui.

Parecem até criança que faz birra porque não foi atendida nos seus caprichos. Infantil e imaturo são termos mais gentis para o comportamento.

A irracionalidade e a estupidez são tão evidentes que somente muito orgulho e incapacidade de autoanálise para não perceber que as agressões a quem pensa de forma diferente é uma atitude sem qualquer lógica e bom senso.

As propostas ridículas de separação (sic) de São Paulo “do resto do país”, construção de muro para dividir o Brasil são reflexos desta cultura de intolerância.

De outro lado estas manifestações são interessantes, instrutivas e educativas, pois nos dão uma noção do quanto ainda somos intolerantes e cultivamos o ódio no Brasil, fornecendo um diagnóstico do mal que evidentemente existe.  Continuar lendo

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Precisamos de amores

Não preciso colocar link algum para falar sobre os episódios de violência ocorridos em São Paulo na última semana.

A mim, que estou longe, resta orar.

Orar por esta humanidade, que não consegue entender que somos irmãos.

Orar pelo povo que nesta vida escolhi para conterrâneos, que ainda não aprendeu o que é cidadania.

Orar pelos meus irmãos que estão lá nos protestos. Uns protestando outros de farda. Uns agredindo outros sendo agredidos, mas todos meus irmãos.

Que todos entendam que sem amor, nada seremos.

E que o amor não é coisa para outro mundo ou para  estrelas. É para aqui. É para agora. No meio de nós.

Música para esta tarde e para combater o desamor:

                 Precisamos de Amores

Paulinho Pedra Azul

Veja bem
o amor é uma coisa veloz
está fugindo do meio de nós
e habitando as estrelas.

Toda luz que faz parte da vida
tem o calor de uma amiga
e faz a gente feliz.

A vida é um espaço de ternura
não precisa de amargura
prá nascer um novo amor
e o tempo sai correndo para o nada
de que valem esses rancores
precisamos de amores.