Mulher entra na Justiça e Igreja devolverá dízimo

Este aí pirou mesmo!
Pegou o dinheiro e escafedeu-se…
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Mulher entra na Justiça e Igreja Universal do Reino de Deus devolverá dízimo

Uma mulher entrou na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus e conseguiu receber de volta seus dízimos. De acordo com uma publicação do jornal “Extra”, a mulher recebeu uma grande quantia de dinheiro após realizar um serviço e foi induzida pelo pastor a reverter o montante para a instituição religiosa. Pouco depois o homem fugiu da igreja, resultando em um processo de depressão na fiel, que ficou sem emprego e na miséria.O processo, acompanhado pela 5ª Turma Cívil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a sentença, determinada pela 9ª Vara Cível de Brasília. Nela, a Igreja Universal do Reino de Deus deverá devolver os R$ 74.341,40 doados à antiga frequentadora, além de acrescer juros de mora de 1% ao mês.

A doação foi realizada a partir de dois cheques compensados em dezembro de 2003 e janeiro de 2004. Entretanto, a mulher decidiu acionar a Justiça somente em 2010, quando sua situação financeira já estava seriamente prejudicada.

Apesar de ter recorrido, a Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu cancelar a decisão. A igreja ainda chegou a afirmar que a mulher era uma empresária e que tinha rendimentos para poder se sustentar caso doasse o montante, na tentativa de se defender.

Fonte: Associação Mineira do Ministério Público

Eleições na OAB

Está em alta discussão entre os advogados a próxima eleição para dirigentes da OAB, que ocorrerá em 24/11/2012.

Aqui em Passos (subseção) são duas chapas, mesmo número da Seccional (estadual).

Já externei minha opinião de que a maioria dos advogados não tem noção exata do que seja a advocacia (leia aqui).

Embora tenha me mantido fora das discussões e das chapas, tenho acompanhado o processo e acho que o momento é oportuno para algumas mobilizações.

Esta movimentação que se vê atualmente (banners, propaganda no jornal, contato incessante na internet, etc.), não é usual e é naturalmente provocada pela disputa eleitoral.

Porém, ganhar a eleição não é o mais importante. Aliás, isso é muito fácil, e se for este o móvel de qualquer dos candidatos, nós, os advogados, não sairemos do lugar.

Tem muita coisa a ser feita, mas não vamos nos iludir que todos os problemas vão ser resolvidos e que vamos voar em céu de brigadeiro.

Não me iludo com promessas de campanha, e ainda mais promessas mirabolantes, de que em um curto espaço de tempo vão mudar as coisas.

É como se acreditasse que no dia seguinte que A ou B estivesse no comando a “coisa agora vai!”.

Acredito sim em vontade política, espírito de doação, vocação para o serviço, e, sobretudo, coragem para colocar as coisas nos devidos lugares.

Não conheço um advogado que esteja satisfeito com a forma de exercício da profissão e demais questões correlatas (condições de atuação nos fóruns, remuneração, férias, etc.).

Portanto, o que falta para nos unirmos?

A classe é desunida e isso decorre um pouco da natureza combativa da profissão, e muito mais pela realidade do mercado e da concorrência.

Penso que o mais importante é que a chapa vencedora consiga ao menos reunir os advogados para um debate, para uma conversa, que se ouça as reclamações, os anseios, e assim, de forma planejada, ordenada e corporativa se busque a solução destas demandas.

Ganha o advogado. Ganha a sociedade.