Política: Mais do mesmo

Inevitável falar de política.

O que deveria ser um movimento democrático é, no mais das vezes, a venda de um produto.

Formatado por profissionais de marketing, experientes em manipulação de massas.

Quem acha que a eleição é um ambiente amplamente democrático, é porque nunca trabalhou na minha seção eleitoral.

Chega uma pessoa que pergunta “essa eleição é para quê?”, “prefeito ou deputado”; outro que pergunta quem são os candidatos, e muitos que querem saber dos mesários quem é o melhor.

Esta semana eu e a Mirla sofremos um assédio, por que algumas pessoas diziam que o nosso candidato não iria ganhar.

Ué, e daí? Voto em quem eu acho melhor.

Mas o curioso é que este pensamento – de votar em quem vai ganhar – reflete o modo como as pessoas compreendem a eleição.

É como se fosse uma partida de futebol. Torço para o meu time, e que ele ganhe a qualquer custo.

Lamentável.

Mas fazer o que? Só posso mudar a mim mesmo, e dialogar com aqueles que convivem comigo.

Afinal, tem gosto para tudo.

A falta de interesse, de cultura, de exercer a faculdade de pensar, possibilita o fisiologismo político, que é uma praga, uma maldição, mas que no fundo, ninguém se importa.

A Constituição Federal reconhece que toado o poder emana do povo. Na impossibilidade de uma democracia direta, ele é exercido por meio de representantes.

O problema é que em vez do povo apontar os representantes, eles se candidatam a ser eleitos. Daí a excrescência atual.

Vi no blog do Birner e replico aqui este vídeo que demonstra claramente que é sempre mais do mesmo, não há inovação, e tem gente que gosta, torce e briga.

Está aí o manual de Como Fazer Propaganda Eleitoral,que pelo jeito vai ser aproveitado por muito tempo.