Dica de filme: Corações Perdidos

O que você acha que pode aprender com uma garota de 16 anos, órfã e que trabalha como stripper?

Pois é. Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) estão em uma espécie de crise existencial depois da morte da única filha em um acidente de carro.

Depois desta tragédia eles vivem uma vida sem graça, com um casamento abalado. Doug tem uma amante e Lois não sai de casa há anos.

De fato, a morte de um filho é uma tristeza que nem nome tem. Não obedece ao ciclo natural da existência.

A forma como cada um enfrenta este fato é que faz a diferença na sua vida. Pode ser que a pessoa entenda ou pode ser que procure fugir através de vários caminhos que a vida apresenta. Silêncio e distância certamente não são os mais indicados. Isso é o que aconteceu com os personagens do filme.

Em uma viagem a outra cidade para participar de uma conferência e lá conhece Mallory (Kristen Stewart), a jovem do primeiro parágrafo.

Decidido a ajudá-la, Doug permanece na cidade e não quer mais voltar para casa, inclusive coloca à venda sua empresa. Esta situação logo provoca estranheza em Lois, que decide sair de casa e ir à procura do marido.

James Gandolfini (de Família Soprano) sempre bem, e chama a atenção a interessante atuação de Kristen Stewart, conhecida e famosa por causa dos filmes Crepúsculo.

Uma bonita história de superação, de reencontro, de compreensão da vida e do viver.

Assista e dê sua opinião.

Veja o trailer:

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Vale a pena ter filhos neste mundo?

crianças

Já ouvi esta pergunta inúmeras vezes e sob diversos contextos.

São jovens casais que pensam em rejeitar ter filhos por que “o mundo está difícil”, porque “existe muita violência”, porque isso porque aquilo.

Se se focar nos problemas que sempre existiram e existem ainda hoje é óbvio que veremos só as dificuldades.

Mas nunca em minha vida concordei por um milésimo de segundo que seja com estas afirmações.

Quando nasce uma criança o mundo começa de novo, já disse o poeta.

E tenho convicção que estamos construindo um mundo melhor com as nossas atitudes do dia a dia, deixando bons exemplos e educando para uma cidadania que efetivamente cultive valores humanitários.

Vi um comercial da Unilever que gostaria de compartilhar e dedicar a todos os que estão educando os filhos para este Novo Mundo, esta Nova Era:

 

Fala-nos dos filhos

Meus Filhos

Eu e minha família estamos vivenciando uma situação diferente.

É que Gabriel, meu filho mais velho (18 anos), se mudou há um mês para uma cidade no interior do Paraná, Cornélio Procópio, para cursar faculdade de engenharia de controle e automação na UTFPR.

Trata-se de uma cidade pequena, com cerca de 50 mil habitantes. Muito bonita, limpa e calma.

Vista parcial de Cornélio Procópio

Vista parcial de Cornélio Procópio

Aliás, notamos uma curiosidade: a cidade toda fica com um cheiro agradável de café em razão de uma grande indústria de torrefação de café (Café Iguaçu).

Mas o que motivou esta postagem é justamente esta mudança de ciclo, de saída do lar pelos filhos.

É uma sensação diferente, um misto de alegria pelo dever cumprido, com tristeza pelo distanciamento.

Nosso relacionamento com os filhos é muito intenso, com muita conversa, muita troca, e acho que por isso sentimos tanto.

Mas nós sempre entendemos que a paternidade/maternidade é a maior tarefa que podemos desempenhar neste mundo.

E justamente por isso, fez tanto sentido um conhecido texto de Gibran Khalil Gibran, no não menos famoso livro O Profeta.

Quando perguntado por uma mãe, “fala-nos dos filhos”, disse o Profeta:

“Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesmo.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Pode outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos;

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vidas.

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:

Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.

É isso aí Gibran. Obrigado pelas dicas. Nunca este texto fez tanto sentido para mim.

Esperamos que tenhamos sido bons arcos. E que o Supremo Arqueiro nos abençoe a todos para possamos cumprir com nossos objetivos e funções na vida.