Retrato da intolerância

XENOFOBIA 1

Terminada a eleição recomeçou a grita dos que não viram a sua candidatura eleita e mais uma vez vimos o quanto o conceito e exercício da democracia e da própria cidadania são frágeis por aqui.

Parecem até criança que faz birra porque não foi atendida nos seus caprichos. Infantil e imaturo são termos mais gentis para o comportamento.

A irracionalidade e a estupidez são tão evidentes que somente muito orgulho e incapacidade de autoanálise para não perceber que as agressões a quem pensa de forma diferente é uma atitude sem qualquer lógica e bom senso.

As propostas ridículas de separação (sic) de São Paulo “do resto do país”, construção de muro para dividir o Brasil são reflexos desta cultura de intolerância.

De outro lado estas manifestações são interessantes, instrutivas e educativas, pois nos dão uma noção do quanto ainda somos intolerantes e cultivamos o ódio no Brasil, fornecendo um diagnóstico do mal que evidentemente existe.  Continuar lendo

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Eleições na OAB

Está em alta discussão entre os advogados a próxima eleição para dirigentes da OAB, que ocorrerá em 24/11/2012.

Aqui em Passos (subseção) são duas chapas, mesmo número da Seccional (estadual).

Já externei minha opinião de que a maioria dos advogados não tem noção exata do que seja a advocacia (leia aqui).

Embora tenha me mantido fora das discussões e das chapas, tenho acompanhado o processo e acho que o momento é oportuno para algumas mobilizações.

Esta movimentação que se vê atualmente (banners, propaganda no jornal, contato incessante na internet, etc.), não é usual e é naturalmente provocada pela disputa eleitoral.

Porém, ganhar a eleição não é o mais importante. Aliás, isso é muito fácil, e se for este o móvel de qualquer dos candidatos, nós, os advogados, não sairemos do lugar.

Tem muita coisa a ser feita, mas não vamos nos iludir que todos os problemas vão ser resolvidos e que vamos voar em céu de brigadeiro.

Não me iludo com promessas de campanha, e ainda mais promessas mirabolantes, de que em um curto espaço de tempo vão mudar as coisas.

É como se acreditasse que no dia seguinte que A ou B estivesse no comando a “coisa agora vai!”.

Acredito sim em vontade política, espírito de doação, vocação para o serviço, e, sobretudo, coragem para colocar as coisas nos devidos lugares.

Não conheço um advogado que esteja satisfeito com a forma de exercício da profissão e demais questões correlatas (condições de atuação nos fóruns, remuneração, férias, etc.).

Portanto, o que falta para nos unirmos?

A classe é desunida e isso decorre um pouco da natureza combativa da profissão, e muito mais pela realidade do mercado e da concorrência.

Penso que o mais importante é que a chapa vencedora consiga ao menos reunir os advogados para um debate, para uma conversa, que se ouça as reclamações, os anseios, e assim, de forma planejada, ordenada e corporativa se busque a solução destas demandas.

Ganha o advogado. Ganha a sociedade.