Imagem e semelhança

 

Acredito que dos maiores equívocos da sociedade ocidental – e que acabou contaminando a quase totalidade do pensamento religioso – é a ideia da imagem de Deus à nossa semelhança.

Sim, porque muito do pensamento humano é imaginar um Deus antropomórfico, ou seja, Deus criado à semelhança humana, cujos atributos e forma aparente lembram as características e valores humanos.

A criação de Adão, afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Cistina.

A criação de Adão, afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Cistina.

A arte de Michelangelo em “A criação de Adão” reflete este pensamento, pois retrata a imagem de Deus-humano criando o homem à sua suposta imagem e semelhança. Continuar lendo

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Religião e Ciência

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 Todas as especulações mais refinadas no campo da ciência provêm de um profundo sentimento religioso; sem esse sentimento, elas seriam infrutíferas. Albert Einstein

Tive a alegria de participar no fim de janeiro passado do primeiro Café Filosófico do Café Teatro Chaleira, que teve o tema inaugural “Deus”, conduzido por Gleisson Klebert, segundo a visão de vários filósofos.

Surgiu um debate interessante e mais uma vez a discussão recaiu sobre temas correlatos tais como religião ou religiões e uma suposta oposição da ciência, debalde a posição clara transmitida pelo Gleisson que se tratava do tema à luz da filosofia.

Usualmente debate-se Deus buscando uma discussão quase infantil acerca de sua existência ou não, como se esta fosse uma questão de crença e não de uma alta compreensão da vida e de seus mecanismos. Continuar lendo

Procurar Deus

oceano

Lembre-se: se você não achar Deus, é porque não está fazendo o esforço necessário em sua meditação.

Se você não encontrar a pérola depois de um ou dois mergulhos, não censure o oceano.

Censura o seu mergulho; você não está indo suficientemente fundo.

Se você realmente mergulhar fundo achará a pérola da Sua presença.

Paramahansa Yogananda

Mortes Coletivas

desencarnações coletivas

Sempre que ocorrem tragédias e fenômenos como este do fim de semana em Santa Maria – RS (veja aqui e aqui), surgem muitas perguntas sobre a justiça de Deus em casos assim.

não há como admitirmos a existência de Deus sem estabelecer para ele atributos infinitos de justiça e bondade.

E Deus sendo infinitamente justo e bom não pode permitir nem a maldade ou a injustiça.

Como explicar racional e logicamente um fato destes?

Fica a contribuição do pensamento espírita, e cada um assimile a lição da melhor maneira que puder.

E independente de crença, cada pessoa é capaz de orar pelos mortos e pelos familiares, porque a dor é uma certeza nestes casos.

Desencarnações Coletivas (Emmanuel)

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

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Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

***

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).

FONTE: Portal FEB – Federação Espírita Brasileira (clique aqui para ir para a página)