Setembro!

Depois de uma espécie de hibernação de volta ao blog, e desta vez espero que condições de postar  regularmente.

E para começar a semana e o mês de setembro, uma linda canção para celebrarmos a alegria de viver, o perdão, o amor.

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Canto a mim mesmo

Nos últimos dias participei de uma brincadeira no Facebook de um desafio para postar uma poesia no perfil. Legal para retomarmos uma arte que anda meio abandonada, embora não consigamos viver sem poesia.

E para manter a proposta trago Walt Whitman, considerado dos maiores poetas norte americanos com uma poesia que faz parte do Canto a mim mesmo.

Nas palavras do poeta: “sei que sou imortal, sei que esta minha órbita não pode ser traçada pelo compasso de um carpinteiro qualquer“.

Retrato de Walt Whitman por Thomas Eakins

Retrato de Walt Whitman por Thomas Eakins

Dica de filme: Antes que termine o dia

Determinados filmes ficam melhores com o tempo.

Ou antes, a nossa visão da vida e experiências nos permitem fazer reflexões mais profundas sobre a mesma obra de arte que vimos anos antes, e por isso nos fazem pensar a vida e o viver.

Assim acontece com Antes que termine o dia, filme de 2002 que assisti novamente neste feriado de carnaval.

E é justamente por pensar em como vivemos distraídos das coisas essenciais, pensando mais em quantidade do que qualidade que decidi por esta dica de filme. Continuar lendo

Dica de filme: Um dia de fúria

um dia de fúria

É de voz corrente que o estilo de vida que adotamos e o sistema em que vivemos contribuem para uma vida estressante, e o culto ao “ter”, ao “parecer”, à inversão de valores adotada como correta retira qualquer sentido lógico do nosso viver.

William Foster (Michael Douglas) é um homem que está emocionalmente perturbado, em razão de estar passando por uma série de problemas que envolvem qualquer pessoa em nossa época: perdeu o seu emprego, está separado da esposa, não tem condições de pagar suas contas (sequer a pensão alimentícia da filha). Ele não consegue aceitar o fim de seu casamento.

Paralelamente a esta trama, Martin Prendergast (Robert Duvall) é um policial no seu último dia de trabalho antes de se aposentar, que praticamente abandonou sua vocação por causa de exigência da esposa, que também tem sérios problemas psicológicos ou psiquiátricos depois da morte da única filha do casal, ainda criança.

William Foster não resiste à pressão desta avalanche de problemas aliado às dificuldades de convivência de uma cidade grande e deixa toda sua agressividade vir à tona, tornando-se extremamente violento com situações que normalmente “deixaria passar”. E Martin Prendergast em seu último dia de trabalho decide arriscar a própria vida para deter este perigoso homem.

Esta a trama principal deste excelente filme, que tem uma das melhores atuações de Michael Douglas, um roteiro envolvente e sua temática continua cada dia mais atual, embora lançado em 1993.

Mas toda obra de arte deve nos trazer uma correlação com a nossa própria realidade: trabalhar para um sistema injusto, desigual e que a longo prazo insensibiliza quem nele acredita.

Os tipos e personagens também fazem parte do nosso dia a dia: o comerciante desonesto e explorador, os jovens delinquentes nas suas gangues, o restaurante fast food com sua comida e comportamento padronizado, desprezando a necessidade do cliente para ter mais lucro.

Mas também há o milionário que vive ao lado da miséria, mais preocupado com seu enorme campo de golfe, do que com a vida de qualquer outro ser humano que o cerca.

O trânsito congestionado, obras urbanas desnecessárias, pessoas intolerantes e que somente visam levar vantagem são ingredientes que permeiam a vida de qualquer pessoa que vive em grandes cidades, mas que também já se torna rotina de qualquer cidade no mundo.

A grande questão é quanto tempo e quantas pessoas resistirão a este tipo de pressão? Será que não estamos em uma espécie de fábrica de pessoas emocionalmente instáveis? Produzindo loucos em uma vida sem sentido? Absolutamente ilusória?

Assista ao filme, reflita e compartilhe sua opinião comigo.

Não encontrei o trailer do filme em português, mas há esta que é uma das melhores cenas do filme e que retrata uma situação que certamente já aconteceu com muita gente:

Agradável surpresa

Um gesto de solidariedade de uma garotinha desencadeia uma agradável surpresa para ela e para os demais moradores da cidade espanhola de Sabadell, em um flashmob patrocinado pelo banco do mesmo nome da cidade.

É mais uma emocionante criação humana, que nos renova o orgulho de pertencer à esta raça.

Como visto em http://www.furavideos.com/menina-da-uma-moeda-para-musico-de-rua-e-recebe-uma-surpresa-maravilhosa/

Dica da Fabiana Dowe.