Dica de filme: Eu Maior

Há pouco mais de um ano tomei conhecimento de um interessante e atraente projeto que envolve muita coisa do que acredito nesta vida: autoconhecimento, questões que transcendem os sentidos materiais, cultura, arte, produção colaborativa, distribuição democrática e livre.

É o filme Eu maior que estreou ontem.

Escrevi sobre o projeto aqui em 15/11/2012 que pode ser lido no link abaixo:

https://eldercardoso.com/2012/11/15/eu-maior/

Trata-se de um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade, conforme o seu subtítulo. Foram entrevistados trinta personalidades, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas.

Ontem estreou em uma plataforma inovadora somente no que inclui cinema,
DVD e Blu Ray, download e streaming (Youtube). E no youtube foram 35.000 visualizações do filme somente no primeiro dia.

O filme foi produzido por meio de crowndfunding, e contou com patrocínio de mais de 600 pessoas físicas e pode ser assistido gratuitamente no canal do filme ou na sua própria página nos links abaixo:

 

Assista ao filme, reflita sobre seu conteúdo, emocione-se e busque entender os motivos por que está aqui, qual o sentido (há um sentido?), e pense e repense sua vida, e compartilhe suas opiniões comigo!

 

 

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Dica de filme: Anônimo

É inegável a influência e a importância de William Shakespeare na arte e dramaturgia.

Quem nunca ouviu falar em Romeu e Julieta?

Ou na célebre frase contida em Hamlet: “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”.

O filme Anônimo resgata uma discussão tão antiga quanto apaixonada acerca da autoria da obra de Shakespeare que se compõe de peças teatrais e sonetos.

Há nos meios acadêmicos, inclusive, várias correntes que se filiam às hipóteses levantadas:dos stratfordianos , os oxfordianos, etc., que respectivamente admitem que a obra do dramaturgo inglês seja obra dele mesmo, de um nobre ou até mesmo de um grupo de nobres e escritores.

O roteiro do filme é digno de um drama de Shakespeare, ao ponto que afirma que a realidade é mais dramática do que a ficção, afirmativa que não duvido nenhum um pouco.

Não se trata de uma história maluca ou inverossímil , mas de teses que são objeto de diversos estudos e pesquisas.

Segundo a que é tratada neste empolgante filme o homem da cidade de Stratford-upon-Avon Willian Shakespeare apenas emprestou seu nome para a vultosa obra do conde de Oxford, que deveria manter o anonimato.

Ao lado destas questões políticas da corte de Elizabeth, há o drama afetivo de Oxford ter tido um romance com a Rainha do qual nasceu um filho, o também conde de Southampton.

Este filho, aliás, é apontado pelos estudiosos como destinatário dos diversos sonetos do poeta e dramaturgo ao lado da própria rainha, identificados respectivamente por iniciais e por um apelido.

Mas o filme tem um excelente roteiro que instiga a entrar no contexto histórico e entender os motivos que levam ao mais conhecido dramaturgo a manter o anonimato.

Chamou também a atenção do uso do teatro como instrumento político de mobilização popular.

Uma história de amor, ódio, política, preconceito que nos leva a entender a inegável sensibilidade e o indiscutível entendimento dele sobre a alma humana e seus dramas.

Veja o trailer do filme:

Dica de filme: A partida

 

A dica de hoje é sobre um filme lindo e comovente: A partida filme japonês que foi o vencedor de melhor filme estrangeiro na premiação do Oscar de 2009.

O motivo do filme é aparentemente a morte, mas na verdade fala mesmo é de vida e o modo como a encaramos.

Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), um violoncelista que toca em uma grande orquestra em Tóquio. Com o fechamento da orquestra e em razão de dificuldades financeiras ele é obrigado a se mudar juntamente com a esposa para sua cidade natal, onde herdou uma casa de sua mãe e possui vários amigos de infância.

Com dificuldade para arranjar emprego é atraído para um anúncio que menciona partidas, imaginando se tratar de uma agência de turismo. Mas a vaga é para ser um nokanshi, que é uma função antiga da tradição japonesa que é especialista em lavar e preparar o cadáver antes da cerimônia final.

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Dica de filme: V de Vingança

“As ideias são à prova de balas”.

Assisti novamente ao filme V de Vingança esta semana e não poderia deixar de indicá-lo.

Trata-se de uma ficção em uma Londres futurista inspirada na história de Guy Fawkes, um soldado inglês que em 5 de novembro de 1605 tentou explodir o parlamento inglês e matar o rei.

No filme há uma distopia, que é o contrário de utopia, mostrando um futuro caracterizado por um governo opressor, totalitário, com uso de tecnologia para controle da população. O governo é liderado por um fanático religioso, moralista e tanto ele quanto os demais membros do governo são corruptos e hipócritas.

É justamente contra este governo que “V” deseja uma vingança pessoal, mas que acaba por ser uma vontade coletiva ante os desmandos. A metáfora se torna interesse e se relaciona com o nosso tempo justamente pela influencia da mídia, pela manipulação das informações, o perigo de abrir mão da faculdade de pensar e de decidir, e finalmente que a capacidade de se libertar de qualquer processo de tirania e opressão está somente com o povo.

Uma outra visão que obtive com o filme é que o amor fez o protagonista repensar sua vingança, pois os dramas da vida realmente podem nos tornar insensíveis, mas somente o amor e a dedicação podem nos levar ao perdão e a compreensão das aparentes injustiças que acontecem.

Por fim, a máscara utilizada no filme lembrando Guy Fawkes esteve e está bastante em uso aqui no Brasil desde os protestos de junho último.

“O povo não tem que temer seu governo, o governo é que tem que temer seu povo”.

Assista ao filme, reflita e compartilhe sua opinião comigo.

Veja o trailer:

 

 

 

 

 

Dica de filme: Uma História de Amor e Fúria

Viver sem conhecer o passado, é viver no escuro

Sempre assisto a um filme tentando retirar não só a beleza da arte, mas também quais  interpretações são possíveis para melhorar minha visão de mundo e, consequentemente, melhorar a mim mesmo.

Quando foi lançado o filme Uma história de amor e fúria, gostei muito do trailer que até coloquei aqui. Mas somente agora que pude assistir ao filme e gostei muito.

É uma animação brasileira, contando a saga de Abeguar um guerreiro tupinambá que vivia no ano de 1566, durante o início da ocupação dos portugueses.

A historia se passa ao longo de 600 anos e recria alguns fatos marcantes da historia do Brasil. Durante este tempo ele reencontra a sua amada Janaína, renascida nas épocas que se passa a história, e como pano de fundo do romance, o longa de Luiz Bolognesi ressalta quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água.

Os personagens principais estão nas vozes de Selton Mello e Camila Pitanga.

Interessante uma opinião do diretor do filme,  pois sabemos muita coisa da história de outros povos, mas não sabemos quase nada da nossa própria história. E sem contar que a história oficial é contada sempre pelos olhos do dominante, peloqual os que são apontados como heróis nem sempre merecem este título.

O que pude perceber é que se não olharmos a história do Brasil, as nossas lutas como uma só história, interconectada e com uma finalidade, nunca conseguiremos de fato entender esta experiência que é estar vivendo no Brasil, neste momento grave e importante.

De fato, o guerreiro tupinambá recebe uma incumbência do pajé da tribo de lutar até que consiga implantar nesta terra uma morada de paz e justiça, e aponta um adversário poderoso (Anhangá) que lutaria pela manutenção do caos, da desordem e da injustiça.

E esta, caro leitor, não é a luta nossa travada todos os dias contra o sistema injusto e predador que vivemos hoje, para construção de um mundo de paz e justiça?

“Mesmo sem perceber todo dia a gente está lutando por alguma coisa”.

Assista ao filme, reflita e compartilhe sua opinião comigo.

Veja o trailer: