Advogados e a tal urbanidade

Civilidade

O advogado precisa se compenetrar da sua importância social como instrumento efetivo de pacificação de conflitos.

É a tal da urbanidade que fala o nosso estatuto e Código de Ética.

O dicionário Aurélio no orienta que urbanidade (no sentido de comportamento) significa qualidades relacionadas a cortesia, ao afável e à negociação continuada entre os interesses. Qualidades de urbano e civilidade.

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Estudante sou.

Estudante sou. Nada mais. Mau sabedor, fraco jurista, mesquinho advogado, pouco mais sei do que saber estudar, saber como se estuda, e saber que tenho estudado. Nem isso mesmo sei se saberei bem. Mas, do que tenho logrado saber, o melhor devo às manhãs e madrugadas. Rui Barbosa

Em 18 de dezembro de 1996 eu recebi meu diploma de graduação em direito.

Foi um misto de alegria, uma incrível sensação de vitória e uma grande responsabilidade. Sim, porque pobre, filho de pais incultos (trabalhadores mas sem instrução formal) o risco de o diploma ficar apenas dependurado em uma parede é muito grande. Continuar lendo

Alcançando metas

meta

Ter uma meta sem um plano de ação é o mesmo que sonhar acordado. Nathaniel Branden.

Coisa interessante acontece quanto se atinge uma meta.

Se há um planejamento eficaz, atingir uma meta é sempre um patamar para uma tentativa maior.

As metas existem para serem concretizadas, e a satisfação e a comemoração necessárias deve durar o tempo necessário para tomar fôlego e começar a nova etapa.

Nesta última semana inaugurei escritório novo. Depois de um período de indefinição, de repensar caminhos, de intensa reflexão sobre objetivos e sentido de vida, cheguei à conclusão que não se pode fugir daquilo para o que se nasce, embora seja possível, saudável e desejável que ocorra uma mudança e adaptação no formato.

O profissional liberal vive em um ambiente incerto, a advocacia conta ainda maiores dificuldades por que não é uma atividade mercantil, e tem limitações a respeito de marketing, propaganda, etc.

Durante muito tempo eu ficava pensando no que eu NÃO queria para mim, e isso ficou me atormentando. Quando estabeleci as metas que eu gostaria de alcançar e os objetivos que gostaria de atingir, o cenário ficou um pouco mais claro.

A prestação de serviço que acredito na advocacia vai muito além da orientação jurídica e defesa em processo, mas uma prestação de serviços com foco no ser humano que o procura, não em seu problema. Para isso, imagino uma gestão do escritório de advocacia com ferramentas modernas. Mas isso é assunto para outro dia.

E depois de estabelecida a meta, o negócio é mão na massa, agir e colocar o plano em ação.

Por isso, compartilho este momento de muita alegria para mim que é o de alcançar uma parte dos objetivos, e confiante de que os próximos passos a serem concretizados são questão de tempo também.

Oportunamente escreverei mais sobre o tema e com mais detalhes do plano.

É possível falar em carreira de advogado?

Segundo dados da OAB somos cerca de 750.000 advogados no Brasil e a cada ano por volta de 70.000 novos profissionais ingressam no mercado.

Em números absolutos só perdemos para os Estados Unidos e Índia, respectivamente.

Com um mercado com esta efervescência e concorrência, pode-se afirmar sem medo que a carreira na advocacia é promissora.

Quando falamos em carreira pensamos em planos, metas, projetos. E por isso a questão no título: é possível falar em carreira de advogado?

A advocacia é uma atividade sui generis.

Segundo a Constituição Federal trata-se de atividade indispensável à administração da justiça, ou seja, é essencial ao desenvolvimento e desempenho da atividade do Poder Judiciário.

Porém, é uma atividade privada.

Quando o advogado trabalha em um grande escritório, que funciona como uma empresa, esta visão de carreira é mais óbvia, mais simples.

Mas e quanto ao advogado que atua como profissional liberal? Que desenvolve sua atividade de forma autônoma, sem qualquer vínculo ou garantia, sem a chamada estabilidade? Como planejar seu futuro como advogado? Como estabelecer metas e conseguir cumpri-las?

É uma equação interessante, pois exercemos atividade privada, que é de interesse público, e que conta com controle e limitações do Código de Ética que nos impede de atuar como qualquer outra atividade mercantil privada, até mesmo porque a advocacia não é uma atividade mercantil.

Por isso não tenho como responder à pergunta, mas aceito sugestões e abro o debate para futuras postagens.

Missão social do advogado

Já falei por aqui sobre a advocacia, e não consigo enxergá-la como uma profissão meramente ganha-pão, mas sim como uma atividade que transcende.

Ou seja, advogar é bem maior que o advogado.

Mas a quem serve o advogado?

Qual a função ou missão social do advogado?

Tenho algumas ideias próprias, mas pesquisando para um artigo encontrei este texto que merece reflexão de nossa parte.

Do blog da Márcia Holanda:

 

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