Parcialidade da imprensa: a grande oposição

“Se você não for cuidadoso os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar as que estão oprimindo” (Malcolm X – 1925-1965)

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” (Joseph Pulitzer – 1847-1911).

Desde 2006 eu estava muito intrigado para entender um enigma que não fazia sentido para mim sobre o Brasil.

Eu via as pessoas melhorando de vida, satisfeitas com os rumos do primeiro governo Lula e a imprensa brasileira descendo o pau no presidente e na sua forma de governar.

Até então não tinha me envolvido mais diretamente em pesquisar os motivos desta distorção.

De lá para cá pude observar claramente a imprensa e líderes internacionais enaltecendo o governo Lula (e posteriormente Dilma), o povo que sempre havia ficado à margem de qualquer benefício por parte do governo e de políticas inclusivas também satisfeito e visivelmente mais feliz, mas a grande mídia no Brasil com uma campanha sistemática de crítica, agressões e acusações.

Justamente neste ponto me lembrei de escritos hoje clássicos – Casa Grande e Senzala, Raízes do Brasil e Formação do Brasil Contemporâneo[1] – que contém a explicação simples: porque a elite brasileira é raivosa e nunca permitiria uma aproximação ou diminuição das diferenças com o povão propriamente dito.

Não conseguem entender o novo tempo, a nova mentalidade e que direitos são para todos.

Foi assim com Getúlio Vargas, com JK, com Jango, e não seria diferente com Lula e Dilma.

E com o agravante que não conseguem aceitar de forma alguma: um retirante nordestino se tornou Presidente do Brasil!

Um retirante nordestino que teve coragem de fazer modificações que ajudaram não só o povo, mas movimentou uma engrenagem enferrujada que acabou por beneficiar todo um sistema.

Mas em contrapartida acabou com mitos de que direitos de possuir bens de necessidade primária eram privilégios para alguns “bem nascidos”; praticamente extinguiu com a escravidão moderna brasileira, diminuiu a pobreza, combateu a fome e a miséria, e demonstrou que se um brasileiro pode todo brasileiro também pode.

Eles não entendem. E nem vão entender nesta vida.

E diante das modificações tecnológicas, a única ferramenta de que dispõe esta retrógrada e ultrapassada elite é o controle da mídia de massa, TVs, rádios e os jornalões tradicionais[2] que estão nas mãos de uns poucos barões e que têm a missão de derrubar estes governos, porta vozes que são desta suposta elite.

E a parcialidade e a oposição são clarividentes. Até mesmo porque as oposições políticas são inexistentes e estão atônitas, sem discurso e sem projeto para contrapor às propostas em curso.

Por isso que quem fez e quem faz oposição ao governo Lula-Dilma é a mídia, que controla as massas e coloniza mentes incautas.

Dois exemplos claros:

Pesquisadores da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro criaram o Manchetômetro um levantamento com base em pesquisa de notícias veiculadas na grande mídia.

Só de janeiro a agosto de 2014, por exemplo, a presidenta Dilma Rousseff teve 82 minutos (uma hora e 22 minutos!) de divulgações de notícias contrárias e 3 minutos de notícias favoráveis. Já Aécio Neves teve 7,42 minutos favoráveis e 5,35 contrárias.

Outro exemplo é uma notícia de poucos dias. O ex-presidente Lula concedeu entrevista à BBC Brasil que teve a manchete: “Lula critica internautas que atacaram nordestinos”.

O Portal UOL do grupo Abril divulgou assim: “Lula ataca internautas que criticaram nordestinos”. (veja mais aqui)

Parcial, não? Um sentido completamente diferente.

Por fim, me lembro de um vídeo da Porta dos Fundos que faz uma leitura perfeita do pseudo “jornalismo” realizado por esse pessoal:

Pois é. Estou com Luis Fernando Veríssimo:às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”.

[1] Respectivamente obras de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda e Cayo Prado Jr, cuja leitura é altamente recomendada para quem quer entender o Brasil.

[2] Esta oposição é mais acentuada por parte da TV Globo, Revista Veja, Folha de São Paulo, jornais O Globo, O Estado de São Paulo, O Estado de Minas, Correio Brasiliense, O Tempo, e outros mais.

Conheça o Manchetômetro:

http://www.manchetometro.com.br/

https://www.facebook.com/manchetometro

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2 pensamentos sobre “Parcialidade da imprensa: a grande oposição

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