É inegável a influência e a importância de William Shakespeare na arte e dramaturgia.
Quem nunca ouviu falar em Romeu e Julieta?
Ou na célebre frase contida em Hamlet: “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”.
O filme Anônimo resgata uma discussão tão antiga quanto apaixonada acerca da autoria da obra de Shakespeare que se compõe de peças teatrais e sonetos.
Há nos meios acadêmicos, inclusive, várias correntes que se filiam às hipóteses levantadas:dos stratfordianos , os oxfordianos, etc., que respectivamente admitem que a obra do dramaturgo inglês seja obra dele mesmo, de um nobre ou até mesmo de um grupo de nobres e escritores.
O roteiro do filme é digno de um drama de Shakespeare, ao ponto que afirma que a realidade é mais dramática do que a ficção, afirmativa que não duvido nenhum um pouco.
Não se trata de uma história maluca ou inverossímil , mas de teses que são objeto de diversos estudos e pesquisas.
Segundo a que é tratada neste empolgante filme o homem da cidade de Stratford-upon-Avon Willian Shakespeare apenas emprestou seu nome para a vultosa obra do conde de Oxford, que deveria manter o anonimato.
Ao lado destas questões políticas da corte de Elizabeth, há o drama afetivo de Oxford ter tido um romance com a Rainha do qual nasceu um filho, o também conde de Southampton.
Este filho, aliás, é apontado pelos estudiosos como destinatário dos diversos sonetos do poeta e dramaturgo ao lado da própria rainha, identificados respectivamente por iniciais e por um apelido.
Mas o filme tem um excelente roteiro que instiga a entrar no contexto histórico e entender os motivos que levam ao mais conhecido dramaturgo a manter o anonimato.
Chamou também a atenção do uso do teatro como instrumento político de mobilização popular.
Uma história de amor, ódio, política, preconceito que nos leva a entender a inegável sensibilidade e o indiscutível entendimento dele sobre a alma humana e seus dramas.
Veja o trailer do filme: