Bagatelas

 

formiga

O século é fruto dos dias.

O rio nasce da fonte oculta.

A árvore procede do embrião.

A linha é uma sucessão de pontos minúsculos.

A jornada de cem léguas origina de um passo.

O discurso mais nobre principia numa palavra.

O livro inicia-se com uma letra.

A mais bela sinfonia começa numa nota.

A seda mais delicada é uma congregação de fios.

De bagatelas é constituída a hora do homem.

Todavia, sem que venhamos a executar os pequeninos deveres, quais se fossem grandes, jamais alcançaremos as grandes realizações com a simplicidade que nos deve assinalar o caminho.

André Luiz

 

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Doutrina e Aplicação. Lição nº 10. Página 59.

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Dica de filme: Lembranças

lembranças

Você já pensou na importância deste momento? Que talvez existam coisas que somente você pode fazer e que poderão dar um novo rumo à sua vida?

Nesta semana queria pensar em um filme para compartilhar que lembrasse o 11 de setembro de outra forma, sem clichês, mas sobre esta importância de se fazer o melhor sempre porque você não sabe quando terá outra oportunidade idêntica na sua vida.

O filme Lembranças realmente me surpreendeu pela diversidade de temas tratados, por se tratar de temas corriqueiros que vários de nós passamos no dia a dia, mas que estamos distraídos para perceber.

Confesso que quando entrei no cinema há uns três anos atrás para assistir este filme tive um preconceito com o ator de Crepúsculo, e imaginei que Lembranças seria apenas mais um romance água com açúcar.

Mas o que você pode observar é que se trata de um filme com temática atual.

Com Robert Pattinson, Pierce Brosnan, Emile de Ravin e Chris Cooper o filme retrata a vida de Tyler um jovem rebelde que tem uma relação tensa com o pai, um rico e ocupado empresário, que trata a família da mesma forma pragmática que trata os negócios.

Uma tragédia familiar (suicídio do irmão) separou a família, e há a pequena irmã de Tyler para a qual ele anseia que o pai fosse dedicado, projetando toda a frustração.

Na verdade, nós não imaginamos o quanto mal um suicídio proporciona, tanto para quem o comete, quanto para a família de que comete o desatino.

Mas Tyler permite a aproximação de uma pessoa que lhe ajuda a superar a mágoa, o ódio e readquirir a vontade de viver.

O final do filme é surpreendente e vai levar você justamente a pensar na frase de Gandhi que abre o trailer do filme:

“O que quer que você faça na sua vida será insignificante, mas é muito importante que você faça, porque ninguém mais o fará! “

Assista ao filme, reflita e compartilhe sua opinião comigo.

Veja o trailer:

Procurar Deus

oceano

Lembre-se: se você não achar Deus, é porque não está fazendo o esforço necessário em sua meditação.

Se você não encontrar a pérola depois de um ou dois mergulhos, não censure o oceano.

Censura o seu mergulho; você não está indo suficientemente fundo.

Se você realmente mergulhar fundo achará a pérola da Sua presença.

Paramahansa Yogananda

Dia sem imposto, Dia sem Estado.

 

Imagens de New Orleans na época do Furacão Katrina

Imagens de Nova Orleans na época do Furacão Katrina

A influência da mídia exerce de fato um poder sobre toda a sociedade, tanto pelos que a consomem quanto pelos que propagam as suas “verdades”.

Uma destas quase unanimidades é a ojeriza de pagar impostos. Ninguém gosta de pagar impostos, fruto da natureza individualista, mas esquecemos que a vida em sociedade implica em compartilhar nossos valores.

Que fique claro que não concordo com as formas que o Estado gasta o dinheiro arrecadado, até mesmo em razão da minha visão do que seja Estado.

Mas, se conseguimos imaginar as maravilhas de um dia sem impostos, vamos pensar também em como seria um dia sem Estado.

Ah, e sem esquecer que são justamente os mais pobres os que mais necessitam do Estado.

Este artigo foi escrito em 2008 pelo Dr. Luciano Feldens, advogado, professor universitário e na época procurador da República.

Para quem não se lembra dos fatos descritos na época do furacão Katrina, clique aqui para relembrar.

Reflita e compartilhe sua opinião:

E que tal um dia sem Estado?

Preconizou-se, dias atrás, “um dia sem imposto”. Pagar imposto não é algo que dê prazer. Especialmente quando assistimos a recorrentes escândalos políticos envolvendo apropriação e desvio de dinheiro público. Quando falham as instituições de controle, então, como anotou Zero Hora em recente editorial, a indignação se avoluma. E o ápice do desgosto parece estar na constatação de que não percebemos o retorno prestacional para a parcela que aportamos em impostos. Sobre isso, é preciso esclarecer algo: nós, assinantes de Zero Hora, ocupantes de uma posição socioeconômica privilegiada, jamais receberemos do Estado, individualmente, uma contraprestação na exata proporção do que pagamos. E isso é assim, infelizmente, porque deve ser. A Constituição de 1988 fixa como objetivos fundamentais da República a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais (art. 3º). A única maneira de cumpri-los em uma sociedade altamente estratificada a exemplo da nossa, em que o Estado não produz riqueza, é mediante a capilarização de um percentual dos recursos de quem a produz, destinando-o ao financiamento de políticas sociais que aproveitam, em especial, às camadas socioeconômicas inferiores.
Diferentemente do que ocorre em um condomínio, onde cada morador cumpre com sua cota e os serviços são coletivamente devolvidos na medida do orçamento ajustado (limpeza, manutenção, segurança), no domínio social a situação é bastante diferente. Nem todos são pagadores. A maciça maioria não é. Isso significa que pagamos por outros e para outros. Essencialmente para aqueles que, se não fosse a presença do Estado no financiamento e na gestão da saúde e da educação públicas, por exemplo, jamais teriam minimamente satisfeitas essas condições elementares de dignidade humana; à diferença de nós, eles não têm a alternativa do setor privado…

Em termos de política social, sempre se poderá fazer melhor. Muito melhor, talvez. Seja como for, enquanto persistir essa profunda desigualdade, a fórmula da redistribuição implicará, sempre, que paguemos mais do que individualmente possamos almejar em troca.

Assim, além de um dia sem imposto, talvez pudéssemos também cogitar: que tal “um dia sem Estado”? Recentemente, os Estados Unidos presenciaram esse dia, quando da passagem do furacão que assolou New Orleans, levando à total paralisia dos serviços estatais de socorro (bombeiros, ambulâncias, polícias). Resultado: além da potencialização da tragédia em si, um aumento vertiginoso de roubos, estupros e homicídios. No Brasil, se esse “dia sem Estado” vingar, pretendo não sair de casa. E por um exercício hipotético de solidariedade mesclada com egoísmo, vou torcer para que esse dia não seja aquele no qual está agendada, há meses, pelo SUS, a sessão de quimioterapia de minha empregada doméstica. Ela depende do sistema público de saúde (Estado). E eu dependo dela.

Dica de filme: O contador de histórias

Irrecuperável!

Qual seria o seu pensamento se se deparasse com um garoto de 13 anos, há vários internado em um centro de reabilitação para menores, campeão de fugas da instituição, que roubasse, cheirasse cola, fosse revoltado com a vida e com a sociedade, e considerado por esta como um ser irrecuperável?

Este foi o perfil do protagonista do filme biográfico O contador de histórias, que narra a historia de Roberto Carlos Ramos.

De toda sua surpreendente história a atuação da educadora francesa que não desistiu de sua educação e não se conformar com o veredito de que um ser humano que vive em torno de 80 anos possa ser considerado irrecuperável com 13.

Trata-se de uma história real que retrata uma época de pobreza, ignorância e falta de perspectiva social que levou uma mãe a pedir a internação de seu filho na FEBEM, confiante na promessa de que era uma instituição educativa e não uma prisão para menores.

Há dois exemplos extremos: como uma criança pode ter sua autoestima destruída, e orientada para a criminalidade em razão do que vê no seu dia a dia, e de como esta mesma criança pode ser modificado através de atitudes de dedicação, respeito, carinho.

Uma emocionante história de superação e de comprovação de que o amor vale a pena.

E Roberto Carlos deu tão certo que hoje vem replicando este amor em favor de outros jovens e crianças que passaram pela mesma situação de risco.

Assista e compartilhe comigo sua opinião.

Veja o trailer: