Pela paz, pela vida

Hoje – 21 de setembro – é celebrado pela ONU o Dia Internacional da Paz.

Por mais parodoxal que isso possa parecer em razão das medidas adotadas pelos governos, por mais que as próprias pessoas não pensem em desenvolver uma cultura de paz, é importante ir criando estes mecanismos para modificação do inconsciente coletivo.

Por isso, gostaria de lembrar uma iniciativa aqui de nossa querida Passos – MG, que não deu ainda os resultados esperados, mas tão somente pela mobilização e pelo reconhecimento da necessidade de ação já valeu, foi o Movimento pela Vida e pela Paz.

Justamente neste aspecto é que penso que pode e deve ser retomado.

No final do ano de 2010 e início 2011 começamos a pensar em algumas alternativas para tentar criar mecanismos eficientes para colaborar para modificar o panorama de violência e desprezo pela vida que infelizmente estava crescente e hoje ainda continua.

Nos últimos cinco anos temos vivenciado o crescimento dos índices de violência que superam os índices regionais e nacionais, em cidades do mesmo porte, embora ainda não figure como campeões de violência, como alguns incautos falam.

As soluções que são apresentadas tradicionalmente vão de repressão policial, pressão para que o governo resolva o problema, etc.

Com o devido respeito às instituições, não acredito que governo ou polícia vão conseguir resolver este problema.

A situação aqui na cidade tomou tal proporção que fizeram uma audiência pública na qual foram falaram dezenas de representantes dos poderes públicos e suas instituições, e a fala unânime foi justamente culpar as próprias famílias pelas ocorrências.

De fato, a desagregação de valores familiares tem sido o grande mal apontado como causador deste caos, embora em minha opinião tenham ainda a ser considerados outros fatores.

Mas, diante deste panorama a nossa proposta foi justamente tentar mobilizar aqueles que têm alguma ascendência sobre as famílias, aqueles que neste momento ainda conseguem ter alguma penetração para tentar que as pessoas saiam da inércia.

E convenhamos governo ou classe política não têm nenhuma voz ativa ou capacidade de mobilização, pelo que resolvemos partir para iniciativas dentro de lideranças religiosas, associações, clubes de serviços, etc.

A ideia era não contar com nenhuma participação de políticos ou órgãos públicos na organização, no máximo poderiam apoiar.

Participantes de uma das reuniões do grupo de trabalho.

Participantes de uma das reuniões do grupo de trabalho.

E foi uma experiência interessante porque representante dos espíritas procurei padres e pastores para uma ação em favor da vida.

Os objetivos do grupo eram bem diretos:

– desenvolver a consciência de que a cultura de paz e de amor à vida começa por cada um;

– ter sempre em foco que a vida humana está acima de toda e qualquer conveniência, inclusive religiosa;

– que apesar de qualquer diferença aparente, a união é necessária para preservar a paz;

– criar mecanismos de divulgação da cultura de amor à vida;

– ter por meta o resgate da dignidade da pessoa humana;

– Desenvolver um pensamento sistêmico, não isolado dos problemas morais e sociais da comunidade;

– foco no resgate de uma melhor estrutura familiar, e orientar nas relações intrafamiliares;
– Desenvolver uma educação libertadora.

Não se tratou de ecumenismo, pois que o foco não era a visão de nenhuma religião, mas de valores superiores a isso, como é a própria vida e o respeito ao ser humano.

A paz do mundo realmente começa em mim, mas as instituições realmente interessadas no desenvolvimento humano têm que assumir seu papel e responsabilidade na orientação, aquisição e educação de valores imprescindíveis à vida em sociedade.

Foi um trabalho que teve seu início, está paralisado, mas que sempre poderá ter sua continuidade.

Fica o convite a outros companheiros para retomarmos a ideia e o ideal.

Veja aqui material com propostas e objetivos

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