Amanhã eu faço!

Procrastinação.

Esta palavra complicada traduz uma prática ou hábito comum na vida de muitas pessoas.

Segundo o dicionário é sinônimo de adiamento, deixar para depois.

No dia a dia é fazer depois o que poderia fazer agora.

Pois é. Sabe aquela tarefa complicada, que exige muito, ou aquela outra, bem chata, que sempre vamos deixando para depois. É  este o caso.

Aí quando chega aos 45 do segundo tempo, começamos com a correria e às vezes a tarefa sai, mal feita, com muito estresse, mas missão cumprida.

Quem trabalha com prazo vive isso quase que diariamente.

Costumamos procrastinar decisões importantes na vida de relação também.

Uma conversa importante com um filho, um assunto que está incomodando um casal.

O resultado disso às vezes é desastroso, porque viemos empurrando com a barriga o problema, vai chegar um momento que não dá mais, ou chega a alguma situação limite e é briga na certa.

Já vi pessoas e empresas terem grandes prejuízos porque procrastinaram uma solução que seria facilmente dialogada, mas que por ter sido deixada de lado acabaram na justiça com muito conflito, mágoa e até muito ódio.

Mas além deste hábito de “empurrar com a barriga”, começo a pensar que isso tem a ver com um sentimento de imediatismo.

Somente procuramos fazer o que nos dá um prazer imediato. O que dá a sensação de desconforto, o que dá trabalho, o que faz pensar muito fica para depois.

E o incrível é que o mais das vezes o prazer ou satisfação será maior futuramente, mas optamos pelo imediato, ainda que menor.

Naturalmente este comportamento gera, com o tempo, estresse, sensação de culpa, menos valia, além da perda de produtividade.

E o mais engraçado é que a sensação de que estamos fazendo muito, e que nunca dá tempo é constante.

Penso que a maioria acaba fazendo isso por desorganização, incompetência para gerenciar as tarefas, como acho que é o meu caso.

Mas cuidado. Casos há que necessitam de tratamento especializado, pois podem ser resultado de desajustes ou transtornos psicológicos, como TDAH, depressão, ansiedade dentre outros.

A sensação para o outro é de que a pessoa tem preguiça, não tem ambição, não é esforçada, falta vontade, não é confiável, etc.

Por transtorno ou por ser relaxado é um problema que tem solução.

Tem um vídeo interessante, e se você se identificar com alguma parte dele, não se preocupe é mera obra de ficção…

 

 

 

 

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