Bota pra fazer!

Todos nós temos sonhos.

A maioria de nós tem grandes ideias.

Poucos realizam os sonhos, e conseguem materializar as ideias.

Uns por preguiça, outros por não acreditar de verdade, e a maioria por comodismo mesmo, ou aquele “depois eu penso nisso” (eu incluído em todos os itens!).

Mas o importante é não deixar de acreditar, e dar ao menos um passo na direção da realização daquilo que você sonha e idealiza para si mesmo.

Se não…

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Necessidade de liderança

Assisti há alguns dias uma interessante palestra com Waldez Ludwig em um evento organizado pelo SEBRAE e Associação Comercial em São Sebastião do Paraíso.

Além do impressionante e expressivo público presente (confesso: senti inveja!), o competente palestrante nos levou a várias reflexões importantes.

Uma delas me fez meditar um pouco mais.

Ele afirmou que existem quatro coisas sem as quais o ser humano não vive: informação, água, alimento e liderança. Nesta ordem de importância.

O segundo e terceiro item são pacíficos. A informação ficar em primeiro lugar pode causar estranheza, mas se não tiver informação correta sobre a água e o alimento, de nada vale ter os dois.

Mas a questão da liderança realmente faz pensar.

Podemos compreender que a vida em sociedade obedece a uma lei natural. De fato, como não há nada inútil na natureza, seria difícil encontrar uma razão para que o Criador tivesse nos dado as faculdades de comunicação e outras necessárias à vida de relação.

Constata-se facilmente que os deveres de solidariedade da vida em sociedade facilitam o progresso de todas as formas.

E isso cria necessidades colaborativas.

Pois bem. Então o ser humano ou lidera ou é liderado.

O que distingue uns e outros?

Senso de iniciativa, a vontade de mudar a situação, o sentimento de que podemos fazer mais e melhor.

E os valores que devem nortear o líder foram demonstrados pelo Maior deles que por aqui já passou: valorização do ser humano, minimização dos defeitos e fortalecimento das virtudes e capacidades individuais, capacitação e treinamento da equipe, e principalmente a exemplificação, dentre outros.

Vivemos uma crise de lideranças em todos os setores, políticos, das organizações. Um exemplo? Quem é o presidente da associação do seu bairro?

Há quantas eleições não temos votado no “menos pior” por falta de opções?

Uma triste constatação disso está ocorrendo nas famílias. Quando os pais não assumem o papel de líderes dos núcleos familiares, alguém assume. E esse é o traficante, o chefe da gangue, o valentão da escola, o malandro que sabe exatamente como atrair e motivar aquela criança ou adolescente que não tem referências seguras e base moral firme.

Infelizmente não é da cultura do brasileiro preparar-se e ter uma formação para liderança.

Precisamos de pessoas que saibam para onde ir.

Que consigam aglutinaro maior número de pessoas em torno de propostas realizáveis. Que sejam comprometidos com um ideal maior e superior de servir e ser útil ao maior número de pessoas possível.

As inscrições estão abertas, candidate-se e assuma seu posto!

O homem que pensa

Vinícius de Moraes escreveu em Paris este poema para Gilberto Amado, diplomata e intelectual, que sem dúvida alguma mereceu a homenagem.

Mas eu gostaria de oferecê-lo a todos os meus amigos, homens e mulheres que pensam, e pensando, realizam, e assim mudam a própria história.

Poema para Gilberto Amado

O homem que pensa
Tem a fronte imensa
Tem a fronte pensa
Cheia de tormentos.
O homem que pensa
Traz nos pensamentos
Os ventos preclaros
Que vêm das origens.
O homem que pensa
Pensamentos claros
Tem a fronte virgem
De ressentimentos.
Sua fronte pensa
Sua mão escreve
Sua mão prescreve
Os tempos futuros.
Ao homem que pensa
Pensamentos puros
O dia lhe é duro
A noite lhe é leve:
Que o homem que pensa
Só pensa o que deve
Só deve o que pensa

Jovens Falcões

Olá amigos!

Mais uma dica de livro.

Já virou clichê a frase de que os “jovens de hoje” não querem nada com nada.

Não estudam, não criam e estão acomodados.

Garanto que se você ainda não falou, certamente já ouviu alguma destas frases.

Eduaardo LyraO jovem jornalista Eduardo Lyra demonstra no livro Jovens Falcões que não é bem assim.

Ele próprio contrariou uma série de estatísticas e provou que quando há coragem e determinação, podemos fazer o que quisermos.

Eduardo tem uma origem pobre, até os 7 anos morou em uma favela na cidade de Guarulhos (SP), sempre estudou em escola pública, enfrentando os percalços naturais da sua condição social, mas nunca se rendeu à situação aparentemente adversa, e realizou o seu sonho de construir um futuro melhor.

Este livro foi escrito quando Eduardo contava com 23 anos (em 2011), e reúne entrevistas com 11 jovens brasileiros que estão se destacando na arte, política, ativismo, empreendedorismo, esporte, economia.

Um ponto comum?

Uma imensa vontade de ser útil, de mudar a própria realidade, e de mudar o mundo através de uma contribuição efetiva dentro de suas possibilidades.

São historias comoventes e motivadoras de superação, coragem, determinação e realização.

Há um garoto que aos 13 anos procurou diversas ONGs para saber como poderia ajudar a mudar o mundo, e atualmente é consultor da ONU. Uma garota que sai de uma realidade social de pobreza, e aos 25 anos ajudou a fundar um banco e se torna a banqueira mais jovem do Brasil. E outro que aos 21 anos foi apontado pela Revista Época como uma das personalidades mais influentes no país, na categoria herói.

Finalizando nas palavras de Eduardo Lyra capa do livro Jovens Falcões

o livro foi intitulado ‘Jovens Falcões’, porque só apresenta soluções aquele que não se limita ao rés do chão, mas que ousa alçar voo, planar sobre as nuvens e enxergar as estruturas do alto. Jovens Falcões são os que voam além das possibilidades, sem fronteiras, veem na panorâmica, compreendem o mundo, percebem as falhas, descobrem as soluções, rasgam os céus num voo rasante e implantam transformações. Falcão é o jovem que não se limita, que se refaz, se redescobre e se potencializa. Assim, todo jovem pode ser falcão”.

Mais uma dica e um pedido. No link abaixo você também poderá comprar o livro, no site da ONG Gerando Falcões. Se for possível, compre mais de um e doe a uma escola, ou o empreste a um jovem para que leia e saiba que ele também pode fazer a diferença.

Veja a página no Facebook: Gerando Falcões.

Homenagem aos Professores

“O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência”. Henry Adams

Dispensável falar da importância do professor na nossa vida.

Recebi o texto abaixo da querida amiga Marília de Souza Neves, excelente e exemplar professora em São Sebastião do Paraíso

Parabéns a todos os idealistas que construem o nosso Brasil melhor!

                        Carta ao meu Amigo Diário

                                           Marília de Souza Neves

São Sebastião do Paraíso, 15/10/2012

Caro diário:

Depois de uma jornada exaustiva, cheguei à minha casa e o Senhor Trabalho ainda tinha algumas pedidos a me fazer: corrigir provas, planejar aulas, elaborar avaliações, além de dar assistência à família.

Antes, porém, para revigorar minhas energias, tomei um banho e pronto estava para o próximo turno que me aguardava ansioso.

Arregacei as mangas e, rogando forças ao Pai, pus os neurônios para se remexerem.

Enquanto brigava com meus olhos a fim de que se mantivessem abertos, ouvia as súplicas dos entes queridos clamando atenção. Olhe, estimado amigo, não é fácil trabalhar o dia todo, trazer serviço para casa e ainda dar conta da família. Sei que os que reclamam estão certos, afinal, o lar é nosso esteio. Mas, qualquer barulho, ultimamente, tem me importunado.

Nisso, a madrugada já começava a dar o ar de sua graça…

Depois de esgotar minhas forças malhando meu cérebro e arrastando meu corpo, enfim, caí na cama – tal um semimorto.

Todavia, não pense que meu filme se encerrara, não, viu? Para completar essa historinha diária, sonhei a noite toda! Adivinhe com quem? Com os alunos, é claro! (kkkkkkkkkkkk…).

Quando o celular começou o seu cantarolar sistemático, convidando-me a deixar o leito, pulei assustado! Havia dormido mesmo ou continuado a maratona costumeira?

E lá fui eu pela estrada afora, todo serelepe, ao encontro dos meus anjinhos que insistem em fazer pirraça, estudar por obrigação, desorganizar os cadernos, ler pouco e se envolver em conversinhas paralelas (Há exceções, óbvio!).

Ufa! Meu dia a dia é cheio de emoções.

Embora esteja vivenciando uma época de desafios na esfera educacional, ainda acredito ser capaz de ajudar os alunos a se conscientizarem das responsabilidades que possuem enquanto cidadãos, de mostrar-lhes que podem agir no bem e transformar a realidade da qual fazem parte. Creio que a educação seja o passaporte para o progresso, pois evoluímos à medida que abrimos nossa mente, descortinamos horizontes e lutamos com os talentos de que dispomos.

Lamentavelmente, nossa classe tem sofrido diversos ataques: desrespeito de alguns alunos e de seus respectivos genitores, agressão verbal e física, bullying, indiferença, desprezo, entretanto, penso que devemos estreitar os laços que nos envolvem, formar uma equipe coesa e reivindicar nossos direitos, afinal, somos os profissionais responsáveis por mediar a aprendizagem, orientar crianças, jovens e adultos a utilizarem o conhecimento e, consequentemente, a se desvencilharem da couraça da ignorância.

Mesmo diante de tantos empecilhos, continuarei minha marcha. Sabe por que, querido amigo? Porque SOU PROFESSOR!

Obrigado por me ouvir, companheiro.

Abraços de quem luta constantemente para mudar uma nação:

Um professor consciente