O país que eu quero

Comemoramos a 7 de Setembro a Independência do Brasil.

Talvez, para muitos, seja o único momento em que há uma lembrança do que seja civismo, embora seja um conceito mais amplo.

Também ouvimos críticas que nem somos ainda independentes.

Eram os portugueses, há um tempo foi o FMI, agora nem sei quem será o acusado.

Mas vamos pensar no país que queremos e na forma que será realmente livre.

E acho que isso só depende de cada um de nós.

Não consigo assimilar a ideia de algo ou alguém fará alguma coisa por nós.

Deus? Age através de leis naturais imutáveis.

Jesus? Já ensinou o caminho, e foi claro ao afirmar que a salvação estava em nós mesmo.

Portanto, faça cada um a sua parte!

Reflita no interessante áudio/vídeo abaixo, cujo texto segue logo abaixo.

Foi num dia Sete de Setembro, no século XIX. A História encheu de magia o gesto espontâneo de um imperador amante do Brasil.

E Laços fora! e Independência ou morte! são frases repetidas, dramatizadas, recordadas a cada novo Sete de Setembro.

Desfiles militares, hasteamento da bandeira, execução do Hino Nacional se sucedem em rememoração à Independência do Brasil.

Olhando para as ruas do meu país, nesse festejar de cento e oitenta e sete anos de independência, me surpreendo com os desejos de minha alma patriota.

Da alma que assiste o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando as cores vibrantes que falam de verdura, riqueza, um céu de estrelas, ordem e progresso.

Quero um país independente, uma nação livre. Livre da corrupção, da desonestidade e do compadrio.

Livre das drogas, das armas de guerra e dos discursos vazios, da violência de todas as cores.

Quero um país onde as crianças possam sair à rua, para suas brincadeiras, sem medo de sequestros.

Possam ir à praia, ao campo, jogar futebol na quadra da esquina, sem que tenham de se esquivar de balas perdidas.

Eu quero um país onde se respeite o idoso, não porque ele não tenha a destreza da juventude, mas porque nele se reconheça a experiência dos anos vividos e das contribuições à sociedade por largos anos de trabalho.

Eu quero um país sem medo do amanhã. Um país que tenha os olhos no futuro e, por isso, invista na formação do cidadão.

Um país com escolas, bibliotecas e museus, franqueadas a todos.

Um país que preze seu passado e nunca esqueça dos seus heróis.

Dos heróis que defenderam suas fronteiras, com armas, com leis, com a vida e com a voz. Dos heróis de todos os dias, de todas as raças, que deixaram seu torrão natal e adotaram uma nova pátria.

Dos heróis que suaram sangue, trabalharam duro, desbravaram matas, criaram filhos.

Dos heróis que a História venera. Dos heróis que deram sua vida pelo ideal de uma nação sem escravidão. Uma nação de irmãos.

Eu quero um país responsável, onde os governantes sejam conscientes de seus deveres.

E onde o povo eleja seus representantes, não iludidos por promessas utópicas, mas porque conhecem a vida honrada do candidato e suas propostas maduras, coerentes, viáveis de aplicação a curto, médio e longo prazos.

Eu quero um país justo, que ampare a quem trabalhe, não àquele que somente sabe enumerar pretensos direitos.

Um país que proteja seus filhos, preserve suas riquezas, distribua seus bens.

Um país de paz. Um país de luz.

O país que eu quero não é irreal, nem impossível.

Ele somente depende de mim, de você, de cada um dos seus mais de cento e oitenta milhões de habitantes.*

*   *   *

Pensemos nisso, hoje, agora, enquanto os versos do Hino pátrio nos exortam a agradecer a Deus por um país tão vasto, tão rico, tão maravilhosamente pleno de belezas naturais e oportunidades de progresso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8 e no cd Momento Espírita v. 14, ed. Fep.
*Escrito em 2009.

Veja mais no site do Momento Espírita

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