Advocacia e Advogados

Algumas situações somente podem ser analisadas com a ajuda do tempo.

Este ano – 2012 – completei 15 anos de advocacia.

Tenho muita honra e alegria do trabalho que desempenho, da vivência e do aprendizado que obtive no convívio com diversas pessoas, cada uma com sua visão de mundo e seus respectivos valores, que somam a maravilhosa experiência que é viver.

Em 11 de agosto é comemorado o Dia do Advogado.

Nesta época de comemorações da classe, também é comum ouvirmos questionamentos se temos realmente o que comemorar.

Reclamações de sempre, outras novas.

O fato quase unanimemente observado por todos os que se relacionam com a área é que a advocacia está em crise.

E não faltam os que apontam “culpados” exclusivos: excesso de cursos de Direito de duvidosa qualidade, má formação profissional, problemas do Sistema Judiciário, o governo, a geração y, a crise financeira; enfim, quase sempre o problema está no outro ou nos outros.

E os resultados desta crise são visíveis para os advogados, tais como excesso de trabalho, condições precárias, má remuneração, para ficarmos em poucos exemplos.

Isso tudo além dos históricos desrespeitos às prerrogativas inerentes ao desempenho da profissão, pois são comuns as cenas do advogado a mendigar pelos seus direitos e de seus clientes nos locais de atuação.

Mas penso que o problema está em sua maior parte no próprio advogado.

As mazelas que vemos no desempenho da profissão estão ligadas à falta de compreensão e percepção do que seja a Advocacia pelo próprio advogado.

Se os advogados soubessem o que podem e do que são capazes, a sociedade certamente seria outra.

Desempenhamos uma profissão que não é só uma profissão. É um sacerdócio, um ministério. O problema surge exatamente quando não é vista assim pelos próprios advogados.

Se se achar que a advocacia é somente uma mercancia de conhecimentos e oportunidades, realmente estamos diante de um ignorante da função social da advocacia.

A Constituição Federal considera os advogados indispensáveis e essenciais ao desempenho e à administração da justiça.

O advogado, portanto, desempenha uma atividade privada, mas com status de múnus público. Ou seja, atende aos interesses de quem o contrata, porém a sua atividade deve ser norteada como prestação de serviço útil à harmonia da vida em sociedade.

A advocacia vive momentos difíceis é verdade, mas é ingenuidade imaginar que a solução virá de fora para dentro, de órgãos externos.

Estamos vivendo uma mudança de tempo, de paradigmas. Portando, é urgente uma advocacia renovada e renovadora, com exata compreensão e autovalorização do status de sua própria profissão.

Mas e aí? Temos o que comemorar?

Penso que sim.

Sem a advocacia e advogados, teríamos até um sistema judicial extremamente eficiente, que teria julgamentos sumários, sem direito à defesa, sem garantias de direitos individuais, sem direitos humanos básicos, sem liberdade de expressão, que proibiria livros, que enforcaria hereges, queimaria bruxas, que prenderia em campos de concentração, etc., etc., etc.

Anúncios

Olá, Pessoal!

Viver.

Conviver.

Compartilhar

Cada ser humano é um mundo por si só. E é justamente esta diversidade que nos faz seres especiais.

Alguns amigos escrevem em jornais, muitos utilizam o Facebook, outros (eu inclusive) fazem isso por e-mail.

Mas parece que o blog é uma ferramenta mais democrática, lê quem quiser e tiver interesse, os textos ficam arquivados, não tem muita formalidade ou frescura, e o mais interessante é a possibilidade de diálogo pelos comentários.

Espero que este espaço sirva para estreitar os laços, troca de ideias, de conhecimento e de experiências.

Direito, advocacia, Espiritismo, espiritualidade, arte, cultura, música, filmes, livros.

Tudo isso e mais, por aqui!